Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 2 de março de 2014

Os EUA, o PNAC (Projeto para um Novo Século Americano) e a Ucrânia! - por Marcos Doniseti!

Os EUA e o PNAC (Projeto para um Novo Século Americano)! - por Marcos Doniseti!


Alguns dos principais líderes do PNAC, Projeto para um Novo Século Americano: Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld, Bush, Dick Cheney e Richard Perle. Agora, Obama entrou no lugar de Bush, mas a política do PNAC é a mesma. 


Como o respeitado historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira já demonstrou, a conquista da Ucrânia, pelos EUA, visa desestabilizar a própria Rússia.


Mas anteriormente tal política não tinha como ser levada adiante porque o governo da Ucrânia, de Viktor Yakunovich (do Partido das Regiões), que foi eleito democraticamente em 2010, era aliado da Rússia. Mas com a vitória do Golpe de Estado financiado e apoiado pelos EUA no começo de 2014, e a ascensão de um governo submisso aos interesses ianques no país (comandado por um típico tecnocrata teleguiado de Washington, Arseniy Yatsenyuk), isso tornou-se possível. 

E o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e os russos sabem disso muito bem. 

Tudo isso que está acontecendo pelo mundo afora atualmente (Síria, Ucrânia, Venezuela, etc) tem a ver com o PNAC (Projeto para um Novo Século Americano) elaborado ainda em 1990, no governo de Bush Pai, por líderes NeoCons, como Donald Rumsfeld, Paul Wolfotwitz e Dick Cheney, só para citar alguns dos mais importantes. 

Resumindo, o PNAC diz que os EUA devem continuar a ser a única superpotência hegemônica do mundo durante todo o século XXI. E qualquer país que ameaçar isso será devidamente atacado ou desestabilizado pelos EUA 
(via CIA, NED, USAID e inúmeras ONGs financiadas e treinadas pelo governo neonazista ianque). 

Então, desde aquela época, qualquer país que comece a se desenvolver e a se fortalecer, acaba sendo vítima da política de desestabilização permanente dos EUA. 

Após os atentados do 11 de Setembro de 2001, o governo Bush iniciou uma Guerra Infinita (à qual Obama deu continuidade) e elaborou uma lista de 60 países cujos governos seriam derrubados pelos EUA, de uma forma ou de outra, via Golpe de Estado, Intervenção militar direta, processos de desestabilização, etc. 


O então presidente Bush chegou a declarar que os atentados de 11 de Setembro de 2011 foram o Pearl Harbor da Terceira Guerra Mundial. 

Aliás, os líderes NeoCons dos EUA sempre disseram que eles precisavam de um novo Pearl Harbor para levar adiante o PNAC. E o mesmo, coincidentemente, aconteceu em pleno governo Bush, que foram os atentados do 11/09/2001. 


Nazistas ucranianos receberam apoio decisivo do governo Obama e, agora, participam do governo golpista do país, controlando a área de Segurança.

Com isso, o governo Bush adotou exatamente as políticas preconizadas pelos... Neocons. Parodiando uma frase usada em muitos filmes: 'Isso não é mera coincidência'. 

Entenderam, agora, porque os EUA estão procurando desestabilizar e cercar países como Rússia, China, Brasil, Venezuela, Irã e Síria? Primeiros que eles são países fortes e influentes em suas áreas. O Brasil e a Venezuela são lideranças fortes na América Latina, onde claramente reduziram o espaço de atuação dos EUA. 

Rússia e China são, virtualmente, as únicas potências que poderiam vir a ameaçar a hegemonia global dos EUA, num futuro não tão distante, assim. E o Irã se fortaleceu muito no mundo muçulmano com a derrubada de Saddam e do Taleban em seus respectivos países (Iraque e Afeganistão), pois ambos os governos iram inimigos do governo xiita iraniano. 

A Síria é um aliado importante da Rússia e é um verdadeiro obstáculo ao projeto de criação do 'Grande Israel' e da Arábia Saudita, que deseja a sua versão radical e extremista do Islamismo, que é o Wahabismo, por todo o mundo islâmico. 


E é claro que todos estes países tem governos que são adversários dos EUA, sem nenhuma exceção.

E vocês já notaram que não existem Black Blocs em países cujos governos são aliados dos EUA? Porque será, hein? Países aliados dos EUA enfrentam sérias crises econômicas e sociais, com elevados índices de desemprego e de pobreza, mas neles não vemos a atuação dos já famosos Black Blocs. Novamente, deve ser 'mera coincidência'.

E porque essas 'Revoluções Coloridas', como passaram a ser chamados os processos de desestabilização feitos pelos EUA com base nas ideias de Gene Sharp (pesquisem sobre ele), nunca acontecem em países que também tenham governos aliados dos EUA, mas somente em países inimigos dos ianques, hein? Elas aconteceram na Geórgia, Ucrânia (em 2004) e na Iugoslávia quando tais países possuíam governos que não se submetiam ao Império Neonazista Ianque. 



Dmitri Yarosh, líder neonazista ucraniano e que ocupa importante cargo na área de Segurança do governo golpista ucraniano. Foram líderes como ele que chegaram ao poder, com o decisivo apoio dos NeoCons ianques, em um país de 45 milhões de habitantes e que faz fronteira com a Rússia, uma potência nuclear. E é claro que ele odeia os russos...


Assim é preciso perguntar: Afinal, porque não temos nenhuma 'Revolução Colorida' na Colômbia, na Arábia Saudita, no Qatar e na Polônia, mas tem na Venezuela, na Ucrânia e no Brasil? 


Porque os governos destes países são aliados dos EUA, oras! Assim, nestes países não temos governos que entram em choque com os interesses do Império Ianque. Logo, eles não precisam ser desestabilizados e tampouco derrubados. 

É o PNAC dos NeoCons (neonazistas, na verdade) em ação. 

Simples assim.


Link:

http://resistir.info/eua/pilger_agenda_oculta.html

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