Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 27 de agosto de 2016

Governo Temer: Aprovação da PEC 241 inviabilizará a justiça social no Brasil! - Marcos Doniseti!

Governo Temer: Aprovação da PEC 241 inviabilizará a justiça social no Brasil! - Marcos Doniseti!
Com a aprovação da PEC 241, o Governo Temer pretende congelar os investimentos públicos por 20 anos. Com isso, a saúde pública não terá como melhorar a qualidade dos seus serviços, que serão fortemente pressionados pelo envelhecimento da população. E os outros setores (educação, segurança, transporte coletivo, saneamento básico, moradia) também serão fortemente prejudicados por tal medida, que pretende cortar os investimentos sociais para poder pagar a dívida pública, enriquecendo ainda mais o sistema financeiro.
Com a aprovação da PEC 241, os brasileiros podem dizer adeus à qualquer possibilidade de vir a desfrutar de serviços públicos de qualidade (de saúde e educação, principalmente) e de construir uma sociedade com um mínimo de justiça social.

A PEC 241 determina o seguinte:

1) Limita os gastos públicos em todas as esferas a um teto corrigido pela inflação do ano anterior. Tal medida irá vigorar por 20 anos;

2) Quebra as vinculações orçamentárias constitucionais para setores como educação e seguridade social (saúde, previdência social e assistência social).

As principais consequências disso serão:

1) Nenhum governo (federal, estadual, municipal) poderá aumentar os investimentos na área social. Os gastos poderão ser reajustados apenas com base na inflação do ano anterior. Aumentos reais serão proibidos; 

2) Os governos (federal, estaduais e municipais) estarão liberados para fazer exatamente o contrário, ou seja, eles poderão REDUZIR os gastos sociais, pois não existirão mais as vinculações orçamentárias determinadas pela Constituição que obrigam a realizar um patamar mínimo de investimento em saúde, educação, previdência e assistência social.

Tais medidas irão vigorar num momento em que teremos um rápido processo de envelhecimento da população.

E como os idosos necessitam muito mais de serviços de saúde do que os mais jovens, o resultado de tal medida será uma pressão imensa sobre o sistema público de saúde, que estará engessado, sem poder elevar os investimentos. 

A queda de qualidade dos serviços públicos de saúde será brutal.
O Salário Mínimo teve um grande aumento do poder de compra durante os governos Lula e Dilma (de 91% entre 2003-2016). Agora, com a nova política de arrocho neoliberal promovida pelo governo Temer/PMDB/PSDB, a política de valorização do mesmo será encerrada e seu valor ficará congelado, em termos reais, por 20 anos. 
Para continuar oferecendo tais serviços (saúde, educação, previdência e assistência social), a solução será a promoção da privatização dos serviços.

Afinal, como o sistema público estará proibido de atender ao aumento da demanda pelos seus serviços, quem quiser ter acesso aos mesmos terá que recorrer ao setor privado, que lucrará imensamente com isso. 

Assim, a população em geral terá que pagar (e caro) para as empresas privadas (bancos, seguradoras, empresas de segurança, escolas privadas) para ter acesso a educação, saúde, habitação, serviços de limpeza, segurança, previdência e assistência social, entre outros. 

E aí, gostaram?

Obs: Quer desfrutar de serviços públicos e gratuitos de saúde e educação e de um mínimo de Justiça Social??? Vai Pra Cuba! 

Link:

Roberto Requião explica quais serão as consequências da aprovação da PEC 241:

http://www.revistaforum.com.br/2016/08/21/temer-pec-241/

PEC 241 vai provocar disputa por orçamento e conflitos:

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/08/haddad-diz-que-pec-241-vai-provocar-disputa-por-orcamento-e-conflitos-9683.html

Temer adota política econômica recessiva:

http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2016/08/temer-mostra-que-sua-agenda-economica-passa-longe-de-emprego-e-renda-5527.html

Theresa May, nova Primeira-Ministra do Reino Unido, joga o Neoliberalismo na lata de lixo!

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2016/08/theresa-may-nova-primeira-ministra-do.html

De que maneira o Brasil poderia superar a atual crise econômica:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2016/08/de-que-maneira-o-brasil-poderia-superar.html

Donald Trump e a crise terminal do Neoliberalismo:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2016/07/sera-que-donald-trump-ira-enterrar.html

Quem tirou o Reino Unido da União Europeia foram os trabalhadores, os pobres e os idosos:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2016/06/quem-tirou-o-reino-unido-da-uniao.html

Itália: 'Movimento 5 Estrelas' vence eleições municipais com discurso anti-neoliberal: 

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2016/06/italia-m5s-partido-com-propostas-anti.html

Michael Moore: Porque Donald Trump será o próximo Presidente dos EUA:

http://www.vermelho.org.br/noticia/284282-9

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O ciclo de crescimento econômico dos governos Lula e Dilma e o Golpe Retrógrado e Entreguista! – Marcos Doniseti!

O ciclo de crescimento econômico dos governos Lula e Dilma e o Golpe Retrógrado e Entreguista! – Marcos Doniseti!
Investimentos externos produtivos no Brasil somaram US$ 476,6 bilhões entre 2003-2014. Somando-se com os US$ 75 bilhões que entraram em 2015, o valor total acumulado chega a US$ 551,6 bilhões entre 2003-2015. 
No Capitalismo, um ciclo de crescimento econômico funciona assim:

- O Capitalista (ou o Estado) investe na construção de uma fábrica de automóveis.

- Os Trabalhadores produzem os automóveis.

- Os Consumidores compram os automóveis.

- Os Capitalistas lucram.

- Com o dinheiro dos lucros, os capitalistas pagam os impostos, salários, financiamentos, fornecedores e fazem novos investimentos.

- Com o dinheiro dos salários, os consumidores compram.

- Com o dinheiro dos impostos, o Governo investe e paga as suas obrigações (dívidas, salários, benefícios, etc).

- A economia cresce, gerando novos empregos, que resultará em mais salários, mais consumo, mais produção, mais investimentos privados, mais impostos, mais investimentos públicos.

- Cria-se um círculo virtuoso, favorável ao crescimento.
A oferta de crédito na economia brasileira teve um crescimento expressivo durante os governos Lula e Dilma, passando de 26% do PIB (2002) para 58% do PIB (2014).
- Neste processo todo, qual é o elemento fundamental? É o consumo.

- O consumo é o elo que une o investimento feito pelos Capitalistas (ou pelo Estado) com a obtenção de lucros, a arrecadação de impostos, o aumento real de salários, a criação de novos empregos e a promoção de novos investimentos.

- Sem o consumo, este ciclo econômico de expansão da economia é rompido.

- E quem investiu (Capitalista ou o Estado) terá jogado dinheiro no lixo, pois não houve o consumo daquilo que foi produzido.

- Porque a economia brasileira cresceu tanto durante os governos Lula e Dilma, passando de 13a. para a 7a. maior do mundo?

- Porque Lula e Dilma promoveram o aumento do poder de compra dos trabalhadores e dos mais pobres.

- Lula e Dilma fizeram isso de várias maneiras: aumentos de salários, criação de programas sociais e aumento e barateamento da oferta de crédito (via bancos públicos: CEF, Banco do Brasil e BNDES).

- Exemplo: O poder de compra do salário mínimo aumentou 91% entre 2003-2016. Ele foi reajustado em 340%, contra uma inflação acumulada de 130%, passando de R$ 200 para R$ 880. Se ele tivesse sido reajustado apenas com base na inflação acumulada, o valor atual do mesmo seria de apenas R$ 460.
Salário Mínimo teve uma expressiva valorização durante os governos Lula e Dilma, passando de R$ 200 (2002) para R$ 880 (2016). Aumento real chegou a 91%. Valor do salário mínimo atingiu o maior poder de compra em 50 anos. 
- Os governos de Lula e Dilma também aumentaram a oferta de crédito no país, que passou de 23% para 59% do PIB entre 2002-2015, reduzindo os juros, tornando-o mais barato, o que também estimulou o consumo e o investimento produtivo.

- A Taxa Selic (taxa real) caiu de 12,5% (2002) para 3,5% (2015), tornando os investimentos produtivos e o consumo mais atrativos do que a especulação financeira.

- Com mais dinheiro no bolso, os brasileiros consumiram mais, promovendo o crescimento econômico. E os capitalistas, até o estouro da crise econômica mundial de 2008, aumentaram os investimentos produtivos.

- E os governos Lula e Dilma, com uma arrecadação de impostos maior, também elevaram os investimentos públicos (rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas, refinarias, petroquímicas, fertilizantes, etc) e tiveram condições de ampliar os gastos sociais (educação, saúde, moradia, saneamento básico, agricultura familiar, etc).

- O crescimento econômico mundial, fortemente concentrado nos países emergentes (China, Índia, América Latina, emergentes asiáticos como o Vietnã e a Indonésia) também contribuiu para esse crescimento da economia brasileira.

- Os governos Lula e Dilma, espertamente, priorizaram as relações (comerciais, diplomáticas) com tais países, o que fez com que inúmeros acordos comerciais fossem assinados com os mesmos.
O número de unidades habitacionais financiadas no Brasil teve um crescimento significativo durante os governos Lula e Dilma. Em 2002, apenas 282 mil unidades foram financiadas. Em 2014, chegou-se a 1.400.000 unidades financiadas (crescimento de 396,5%).
- Assim, o Brasil intensificou as suas relações com os países da América Latina (via Mercosul, Unasul), que é o maior mercado de exportação dos produtos industrializados brasileiros, e passou a fazer parte dos BRICS, no qual a China é a grande compradora de commodities brasileiras (soja e minério de ferro, em especial).

- Com isso, as exportações brasileiras tiveram um crescimento expressivo, fazendo com que o Brasil acumulasse um superávit comercial de US$ 327 bilhões entre 2003-2015.

- Os investimentos estrangeiros produtivos também cresceram fortemente durante 
os governos Lula e Dilma, atingindo cerca de US$ 550 bilhões entre 2003-2015.

- As reservas internacionais líquidas brasileiras cresceram fortemente, passando de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376 bilhões (2016).

- Desta maneira, com o aumento das exportações e a expansão do consumo interno, o PIB brasileiro passou de US$ 459 bilhões (2002; 13º. do mundo) para US$ 2,4 trilhões (2014; 7ºo. do mundo) e a renda per capita cresceu de US$ 2.800 (2002) para US$ 11.000 (2014).

- Além disso, tivemos a criação de 21 milhões de empregos com carteira assinada entre 2003-2014, o maior número da história do país, dando aos trabalhadores condições de consumir mais.
A renda per capita brasileira cresceu de forma expressiva durante os governos Lula e Dilma, passando de US% 2810 em 2002 para US$ 11.670 em 2014 (crescimento de 315,2%). 
- Assim, as políticas de distribuição de renda (aumento real do salário mínimo, aumento dos gastos sociais, barateamento do crédito, etc) e os programas sociais criados ou ampliados pelos governos Lula e Dilma (Minha Casa Minha Vida, ProUni, Fies, Pronaf) é que criaram as condições para que o Brasil tivesse um novo ciclo de crescimento econômico e que durou de 2003 a 2013 (com uma breve interrupção em 2009).

- Somente em 2014 é que tal ciclo de expansão econômica foi interrompido, em função do agravamento da crise econômica mundial e da redução dos investimentos produtivos promovidos pelo setor privado.

- A queda dos preços do petróleo no mercado internacional a partir da crise de 2008 (o preço do barril despencou de US$ 150, em 2008, para cerca de US$ 30 em 2015). Com isso, a Petrobras foi obrigada a reduzir o seu plano de investimentos previstos para o período 2015-2020.

- O preço das principais commodities exportadas pelo Brasil também despencaram a partir de 2008: minério de ferro, soja, suco de laranja, etc.
As reservas internacionais líquidas brasileiras cresceram de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376 bilhões (2016). Elas superam a dívida externa bruta do Brasil, que é de US$ 332 bilhões (2016), em US$ 44 bilhões. Assim, durante os governos Lula e Dilma o Brasil se tornou Credor Externo Líquido, situação inédita na história do país. 
- Além disso, a crise econômica acabou sendo muito mais profunda e duradoura do que o previsto em função do Golpe de Estado que se promoveu no país a partir da reeleição de Dilma.

- As forças da Direita Neoliberal e Reacionária, que foram derrotadas em quatro eleições presidenciais consecutivas (2002, 2006, 2010, 2014), não aceitaram a quarta derrota e decidiram derrubar o governo Dilma por meio de um Golpe de Estado, usando de um pretexto inexistente na lei brasileira (as tais ‘pedaladas fiscais’).

- Para se promover o Golpe, as forças derrotadas promoveram um gigantesco terrorismo midiático, inventando uma mentira descarada, ou seja, a de que o Brasil era um país ‘quebrado’.

- Tal afirmação é totalmente falsa e mentirosa, até porque países quebrados não pagam as suas dívidas (interna e externa) em dia, que é o que o Brasil faz desde o governo Lula. E fez isso sem recorrer ao FMI, como aconteceu em três oportunidades durante o governo FHC (em 1998, 2001 e em 2002).

- Além disso, o Brasil acumulou, durante os governos Lula e Dilma, reservas internacionais de US$ 376 bilhões (a 6ª. Maior do mundo), enquanto que a Dívida Externa Bruta é de US$ 332 bilhões.
Durante os governos Lula e Dilma, enquanto o Salário Mínimo teve um grande aumento real (de 91% entre 2003-2016) a taxa anual média de desemprego despencou, passando de 12,5% (2002) para 4,8% (2014). O aumento do poder de compra gerou expansão do consumo, da produção e, com isso, a criação de 21 milhões de novos empregos com carteira assinada.
- Assim, durante os governos Lula e Dilma, o Brasil tornou-se Credor Externo Líquido, o que é uma situação inédita na história do país.

- O terrorismo midiático, no entanto, funcionou, e assustou a população de tal maneira que esta parou de consumir, principalmente os bens e serviços de maior valor (automóveis, imóveis, etc), jogando a economia brasileira na recessão.

- A forte recessão que tivemos derrubou a arrecadação de impostos, obrigando o governo federal a cortar os seus gastos em investimentos e na área social, embora os programas mais importantes tenham sido preservados.

- Assim, o ciclo de crescimento econômico virtuoso que tivemos entre 2003-2013 (ver acima) foi interrompido pela forte queda do consumo que tivemos no Brasil a partir de 2015, devido ao Terrorismo Midiático.

- Além disso, a oposição golpista e reacionária aprovou uma série de Pautas-Bomba no Congresso Nacional, além de ter rejeitado as principais medidas de ajuste da economia do governo Dilma.
A Dívida Pública Líquida despencou durante os governos Lula e Dilma, passando de 60,4% do PIB (2002) para 34,9% do PIB (2014). 
- Na prática, Dilma não conseguiu governar em 2015. Seu governo ficou paralisado, sem iniciativa. E quando ela tentava fazer algo, suas medidas eram bloqueadas pelo Congresso Nacional.

- Além do mais, a operação Lava Jato iniciou um processo de desmantelamento das principais construtoras do país, bem como resultou na paralisação de projetos e obras em todo o país: construção naval, submarino nuclear, refinarias, petroquímicas, etc.

- Somente em 2015, a operação Lava Jato resultou na demissão de 1 milhão de trabalhadores, enquanto que os resultados no combate à corrupção são pífios.

- O Brasil passou, assim, por um período de 10 anos de crescimento econômico, um dos mais longos períodos de expansão da atividade econômica da história do país.

- E tudo isso começou com o aumento do consumo promovido pelos governos Lula e Dilma.

- E agora o governo Temer diz que irá tirar o Brasil da crise econômica fazendo exatamente o contrário de que o Lula e Dilma fizeram, ou seja, arrochando os salários, encarecendo o crédito, reduzindo os investimentos e os gastos sociais do setor público, eliminando direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, promovendo privatizações desnacionalizantes (a do petróleo do pré-sal já teve início).


- Acredite se quiser. 
A participação das exportações brasileiras no total mundial cresceu de 0,96% (2002) para 1,3% (2013). E o superávit comercial acumulado chegou a US$ 327 bilhões entre 2003-2015.

Link:

Investimentos externos produtivos no Brasil em 2015:

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Theresa May, nova Primeira-Ministra do Reino Unido, joga o Neoliberalismo na lata de lixo! - Marcos Doniseti!

Theresa May, nova Primeira-Ministra do Reino Unido, joga o Neoliberalismo na lata de lixo! - Marcos Doniseti!
Entre 1979/1980, Margaret Thatcher e Ronald Reagan deram início à Contra-Revolução Neoliberal, que se espalhou pelo mundo todo nas décadas seguintes e que, agora, parece que está vivendo a sua crise final. Nem os Conservadores britânicos querem mais continuar com tais políticas. 
Tudo indica que o processo de Globalização Neoliberal está com os seus dias contados.

Até o novo governo do Partido Conservador do Reino Unido, cuja primeira-ministra Margaret Thatcher deu início, em 1979, à Contra-Revolução Neoliberal, está jogando no lixo o modelo de livre mercado desregulado, Estado Mínimo (só para os pobres e para os trabalhadores), arrocho salarial e de eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários que foi imposto ao mundo inteiro desde que Thatcher e Ronald Reagan passaram a governar, respectivamente, o Reino Unido (em 1979), e os EUA (1981).

A nova Primeira-Ministra do Reino Unido, Theresa May, já faz discursos e defende a adoção de políticas como se estivesse à frente de um governo Social-Democrata de Centro-Esquerda, o que seria mais comum caso eles estivessem sendo feitos pelo novo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, que é um autêntico Social-Democrata keynesiano ligado à ala mais esquerdista do tradicional Labour Party. 

Entre as principais propostas defendidas pela nova Primeira-Ministra britânica estão a adoção de uma política industrial (que é um verdadeiro palavrão para os neoliberais do mundo todo) que estimule setores importantes para o desenvolvimento da economia britânica (automobilística, siderúrgica, eletrônica, aeronáutica, farmacêutico), bem como ela quer investir em programas de qualificação da força de trabalho (algo como o Pronatec de Lula-Dilma). 
Theresa May, a nova Primeira-Ministra do Reino Unido, defende o abandono das políticas neoliberais e de arrocho, que foram impostas ao país a partir do governo de Margaret Thatcher. Foi a imensa impopularidade de tais políticas que levaram os britânicos a votar pela saída do Reino Unido da União Europeia. 
A própria saída do Reino Unido da União Europeia contribui para que tais políticas possam ser implementadas, pois ela gerou uma desvalorização significativa da Libra, o que serve como estímulo à produção industrial do país, pois barateia a produção nacional e encarece as importações. 

Além disso, as previsões catastróficas sobre as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia (recessão, aumento do desemprego, perda de competitividade da economia do país, etc) não se confirmaram. Tudo indica que elas foram feitas apenas para aterrorizar os britânicos, a fim de poder influir no resultado final do referendo, levando-os a votar favoravelmente à permanência do Reino Unido na União Europeia. 

A nova primeira-ministra britânica também faz duras críticas às políticas neoliberais que levaram ao aumento das desigualdades sociais no Reino Unido nas últimas décadas. 

Em um discurso recente, Theresa May disse o seguinte:

"Significa lutar contra a injustiça candente que faz com que, se você nasceu pobre, morrerá pobre e nove anos antes dos outros. Se você é negro, será tratado com mais dureza pelo sistema judiciário do que se fosse branco. Se você é jovem e branco, da classe operária, terá menos chances que todos os demais britânicos, de chegar à universidade. Se você estuda em escola pública, terá menos chances de obter os melhores postos de trabalho, do que se estudasse em escolas privadas. Se você é mulher, terá salário inferior ao do homem. Se você sofre de doença mental, não encontrará jamais ajuda médica e assistencial adequadas. Se você é jovem, descobrirá que nunca, em tempo algum, foi tão difícil conseguir sua casa própria".
Bernie Sanders conquistou um significativo apoio do eleitorado do Partido Democrata na disputa pela candidatura presidencial. Mesmo com a vitória de Hillary Clinton, graças ao apoio maciço da máquina do Partido Democrata, suas propostas ganharam bastante apelo popular.  
Com certeza, se a Primeira-Ministra britânica visitasse o Brasil e fizesse um discurso desses, os neoliberais, reacionários, coxinhas e golpistas tupiniquins imediatamente lhes diriam coisas como: "Comunista", "Petralha", "Bolivariana", "Vai Pra Cuba", "Populista", "Você está estimulando a luta de classes" e outras asneiras semelhantes.

Assim, a crise que atinge o Neoliberalismo nos países desenvolvidos é de tal ordem que mesmo o Partido Conservador do Reino Unido, o partido de Thatcher, neoliberal de carteirinha, está jogando tal projeto na lata de lixo. 

Nos EUA, Donald Trump, mesmo sendo o candidato do partido de Ronald Reagan (Republicano) e adotando um discurso xenófobo e racista totalmente maluco e equivocado, também faz duras críticas a aspectos fundamentais do processo de Globalização Neoliberal, atacando a fuga dos melhores empregos industriais (e agora do setor de Serviços) para países com baixos custos de mão-de-obra e de produção (México, China, Vietnã, Indonésia, Índia, entre outros). Trump também atada duramente aos Tratados de Livre-Comércio. 

Assim, dois aspectos fundamentais da Globalização Neoliberal (a livre circulação de mercadorias e de mão-de-obra entre os países) são atacados e condenados sem hesitação por Donald Trump. 
O ótimo e essencial livro de Guy Standing explica o processo de formação do Precariado a partir da expansão do processo de Globalização Neoliberal, que se iniciou no final dos anos 1970. 
E um candidato que também defende um governo Social-Democrata keynesiano, Bernie Sanders, teve um excelente desempenho na disputa pela candidatura do Partido Democrata. Hillary Clinton somente se tornou a candidata do partido porque contou com o total apoio da liderança Democrata, que sabotou deliberadamente a candidatura de Sanders.

E recentemente, até mesmo o FMI também admitiu que as políticas neoliberais aumentaram as desigualdades sociais no mundo todo.

Enquanto isso, temos em andamento no Brasil, neste momento, um Golpe de Estado que levou ao poder um governo que irá ressuscitar as políticas neoliberais que já fracassaram mesmo nos países mais ricos e desenvolvidos do mundo e que são os mesmos deram início à imposição de políticas neoliberais, ao mundo inteiro, há algumas décadas (EUA, Reino Unido, etc).

A principal consequência desta Globalização Neoliberal para o mercado de trabalho foi o surgimento do Precariado que, para alguns estudiosos (caso de Guy Standing), constitui uma nova classe social em processo de formação e que vive de trabalhos precários, baixos salários, submetida a longas jornadas de trabalho, com poucos ou nenhum benefício (saúde, pensão, etc), trabalhos temporários ou de meio período. 

Esse Precariado se alastrou por todo o mundo desenvolvido e em um país como a Espanha ele chega a constituir cerca de 85% dos trabalhadores. E mesmo na Alemanha, cerca de 11 milhões de trabalhadores já fazem parte desta nova classe em formação.  
Jeremy Corbyn tornou-se o líder do Partido Trabalhista britânico em Setembro de 2015. Suas propostas vão no sentido de taxas os capitalistas para ter os recursos necessários a fim de aumentar a intervenção do Estado na economia e na área social. Sua plataforma é muito semelhante à de Bernie Sanders e, agora, está sendo adotada até pela nova Primeira-Ministra do Reino, Theresa May, do Partido Conservador, o mesmo de Thatcher. 
Essa precarização acelerada e crescente do mercado de trabalho mundial também chegou aos EUA e, agora, pode vir a se tornar generalizada também no Brasil, visto que as chamadas 'reformas' trabalhista e previdenciária que é defendida pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer visa justamente promover a generalização do trabalho terceirizado, o que abrirá as portas para a total precarização do mercado de trabalho brasileiro.

O governo de Dilma foi derrubado justamente porque o mesmo (junto com PT, PCdoB, Centrais Sindicais e demais movimentos sociais) se opunha inteiramente à tal política de precarização dos empregos no país, bem como se recusava a abrir mão do controle estatal sobre as imensas reservas de petróleo e gás natural do pré-sal (estimativas apontam que elas podem chegar a até 176 bilhões de barris, o que seria a 4a. maior reserva mundial, ficando atrás apenas da Venezuela, Arábia Saudita e Iraque). 

A rejeição às políticas neoliberais foi o principal fator que levou os britânicos a votar favoravelmente à saída do Reino Unido da União Europeia, mas isso foi escondido pela Grande Mídia global, que preferiu inventar uma história fictícia de que a maioria dos britânicos tinha adotado o ideário da extrema-direita (xenófobo e racista).

É bom ressaltar que tal ideia não tem fundamento algum, pois as regiões que deram maior apoio à saída britânica da UE foram aquelas nas quais o Partido Trabalhista é o mais votado. Em muitas delas o apoio à saída da UE chegou ou até passou de 70%. E o ideário do Partido Trabalhista não tem nada a ver com o discurso e a plataforma política da Extrema-Direita, que é marcadamente racista e xenófobo. 
Beppe Grillo é um humorista italiano que fundou o 'Movimento 5 Estrelas'. Sua popularidade cresceu muito, principalmente devido à insatisfação crescente dos italianos com as políticas neoliberais e de arrocho, as quais ele e o seu movimento são contrários. Para ele, o projeto de integração da UE faliu. 
Na época do referendo eu apontei, claramente, esse aspecto fundamental para se entender o resultado do mesmo, mostrando que os mais pobres, os aposentados e os trabalhadores de menor renda e de menor qualificação é que haviam votado maciçamente pela saída do Reino Unido da UE, pois estes são justamente os setores mais prejudicados pelas políticas neoliberais e de arrocho que são impostas pela UE, bem como pela ala neoliberal, thatcherista, do Partido Conservador, da qual David Cameron é o principal líder e representante.

Na Itália, nas recentes eleições municipais, o partido que mais cresceu, chegando a vencer as eleições para os governos de Roma e Turim, foi o 'M5S' (Movimento 5 Estrelas), que também defende o abandono das políticas neoliberais e de arrocho.

Em Portugal, já temos um governo moderado de Centro-Esquerda, do qual fazem parte os Partidos Socialista, Comunista, Verdes e o Bloco de Esquerda, que se dispõe a abandonar as políticas neoliberais e de arrocho.

Na França, a reforma trabalhista, de nítido teor neoliberal e que precariza o mercado de trabalho, foi rejeitada por 70% da população e o governo de François Hollande teve que impor a mesma ao povo francês, pois não tinha apoio suficiente para aprová-la no Parlamento, mesmo com o seu partido (dito 'Socialista') tendo a maioria absoluta dos votos no mesmo.

E pesquisas recentes mostram um crescimento da candidatura presidencial de Marine Le Pen, bem como demonstram que a maioria absoluta dos franceses votaria favoravelmente à saída da França da UE. Na Áustria, na mais recente eleição presidencial, o candidato da Extrema-Direita, que defende o abandono da UE, perdeu a eleição presidencial por uma pequena diferença. Mas uma nova eleição foi convocada e a chance de vitória da Extrema-Direita é significativa.
Donald Trump é um milionário que se tornou o candidato do Partido Republicano, mesmo contra a vontade dos líderes partidários. Seu discurso xenófobo, racista, anti-imigrantes, atrai um eleitorado que está muito insatisfeito com a situação econômica e social dos EUA. Mesmo sendo o país mais rico do mundo, os EUA tem 47 milhões de pessoas que dependem do programa 'Food Stamp' para poder se alimentar. E a maioria dos novos empregos (cerca de 60%) que são criados no país são precários (baixos salários, longas jornadas, temporários, de meio período). 
Enfim, é muito provável que estejamos assistindo aos momentos finais, aos estertores, do processo de Globalização Neoliberal Excludente.

Isso significa que a Globalização irá desmoronar? Muito dificilmente, até porque ela já avançou bastante. 

Mas, ela terá que tomar um outro rumo, que leve em consideração a as reais necessidades da maioria absoluta da população, deixando em segundo plano os interesses do capital financeiro, que sequestrou os governos do mundo todo nas últimas décadas.

Afinal, como disse Joseph Stiglitz (Prêmio Nobel de Economia) "A agenda neoliberal das últimas quatro décadas pode ter sido boa para o 1% superior, mas não foi para o resto... As famílias das classes trabalhadoras e das classes médias não têm se beneficiado do crescimento econômico. Eles compreendem que os bancos causaram a crise de 2008. Mas, daí, eles vem bilhões sendo destinados aos bancos e pouco para salvar suas casas e seus empregos. Com a renda mediana real (corrigida pela inflação) para um trabalhador masculino em tempo integral nos EUA menor que era há quatro décadas atrás, um eleitorado irritado não vem como surpresa". 

A Globalização somente não irá desmoronar se mudar de rumo e o quanto antes. 

É necessário adotar um 'New Deal Global', que transfira renda dos países mais ricos para os mais pobres e, dentro de cada país, dos segmentos mais ricos para os mais pobres da população.
As políticas neoliberais e de arrocho que o governo de Angela Merkel impõe à UE e à Zona do Euro estão ficando cada vez mais impopulares e até mesmo os franceses, que elaboraram o projeto de integração europeia com base na ideia de 'europeizar' a Alemanha e na construção e existência de um Estado de Bem-Estar Social (Welfare State), estão cada vez mais rejeitando o processo de integração. Pesquisas mostram que se fosse realizado um referendo na França, a maioria votaria pela saída da UE. 
Mas, para que isso venha a acontecer, é necessário que os novos governos dos EUA e do Reino Unido adotem tais políticas. Por isso que a vitória de Bernie Sanders era tão importante. Mas mesmo um governo de Hillary Clinton, que é totalmente submissa aos interesses do capital financeiro (de Wall Street) não poderá ignorar a crescente insatisfação da população dos EUA com as políticas neoliberais.

E isso talvez obrigue Hillary a ter que adotar, mesmo que a contragosto, uma parcela significativa da plataforma de Bernie Sanders, que defendia taxar os mais ricos e enfraquecer o poder político do capital financeiro (criminalizando muitas das suas atuais atividades), bem como dobrar o valor atual do salário mínimo (que é de US$ 7,50 a hora), criar um sistema público e universal de saúde, entre outras medidas que visam melhorar a distribuição de renda e promover a justiça social nos EUA. 

Que novos ventos soprem pelo mundo.

Seja bem-vinda à essa luta, Theresa May. E que Hillary Clinton siga o seu exemplo, caso venha a se eleger Presidenta dos EUA. 

Basta de arrocho e de austeridade! 

Esse é o recado que os povos do mundo inteiro estão dando por todo o mundo desenvolvido nas últimas eleições e referendos, principalmente nos países desenvolvidos.
O presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt, criador do New Deal, que tirou os EUA da Grande Depressão, adotando um agressivo programa de aumento dos gastos sociais, de investimentos públicos e de geração de empregos para promover a retomada do crescimento econômico. As políticas do New Deal foram mantidas até que Ronald Reagan se elegeu Presidente e decidiu iniciar o seu desmonte. E o Mundo paga um alto preço por isso, neste momento, enfrentando sucessivas crises econômicas e sociais. Mal termina uma crise e já começa outra. 
A construção de um outro mundo é possível.

Fora Temer Neoliberal e Entreguista! 

Links:

Theresa May e a defesa de políticas keynesianas e intervencionistas:


As propostas de Bernie Sanders para enfraquecer o poder do Capital Financeiro: 


Michael Moore: Porque Trump é o favorito para vencer a próxima eleição presidencial: 


François Hollande impõe reforma trabalhista contra a vontade de 70% dos franceses e da maioria do Parlamento:

http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/agora-na-franca-a-201cdemocracia201d-sem-povo

Líderes políticos de França, Itália, Áustria, Dinamarca e Holanda querem realizar referendos sobre permanência ou não na UE:

http://www.revistaforum.com.br/2016/06/24/85936/

Jeremy Corbyn e as suas propostas para governar o Reino Unido: 

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Conheca-as-propostas-do-novo-lider-do-trabalhismo-ingles/6/34484

'Movimento 5 Estrelas' vence as eleições em Roma e Turim:

http://pt.rfi.fr/mundo/20160620-roma-e-turim-escolhem-autarcas-do-populista-movimento-5-estrelas

'Movimento 5 Estrelas' vence as eleições em Roma e Turim; Partido é contra as políticas neoliberais e de arrocho: 

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2016/06/italia-m5s-partido-com-propostas-anti.html

Donald Trump irá destruir a Globalização Neoliberal?:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2016/07/sera-que-trump-ira-enterrar.html

Luiz Gonzaga Belluzzo - A liquidação do Neoliberalismo: 

http://www.cartacapital.com.br/revista/904/a-liquidacao-do-neoliberalismo

Donald Trump e a crise do Neoliberalismo nos EUA:

http://p3.publico.pt/actualidade/politica/19980/por-tras-dos-gritos-de-trump-fractura-primaria-nos-eua

Brexit, Trump e os desafios do Populismo:

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Brexit-Trump-e-os-desafios-do-populismo/6/36420

Economia mundial necessita de um New Deal Global:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2015/08/economia-mundial-necessita-de-um-new.html

De que maneira o Brasil poderia superar a atual crise econômica e social!! - Marcos Doniseti!

De que maneira o Brasil poderia superar a atual crise econômica e social!! - Marcos Doniseti!
Segundo o Banco Mundial, a pobreza crônica caiu de 6,7% para apenas 1,6% em um período de 8 anos, graças às políticas de investimentos na área social e de estímulo ao crescimento adotadas durante os governos Lula e Dilma. 
Existem alternativas ao que o governo Temer pretende fazer para, supostamente, promover a retomada do crescimento econômico, que envolve medidas de arrocho salarial, eliminação de direitos sociais trabalhistas e previdenciários, privatizações maciças (Pré-Sal, bancos públicos, Petrobras, etc), adoção da terceirização generalizada, redução de investimentos públicos em infra estrutura e na área social?

Claro que há alternativas. Sempre existem alternativas.

Adotá-las ou não é uma questão política e não técnica  (econômica e financeira).

O que poderia ser feito no Brasil, hoje, para tirar o país da crise, é o seguinte:

1) Reforma Tributária Progressiva, tributando mais fortemente quem ganha mais e quem tem um patrimônio maior;

2) Tributar os ganhos de capital, que ficaram isentos de pagar impostos a partir de 1995, devido à medida tomada por FHC;

3) Usar os recursos obtidos por meio da tributação progressiva e sobre ganhos de capital para aumentar os investimentos públicos, principalmente em infra estrutura (energia, transportes, telecomunicações), a fim, de diminuir o custo de produção interna e elevar a produtividade da economia como um todo;

4) Diminuir a tributação sobre a população de baixa renda, principalmente sobre aqueles que ganham até 3 salários mínimos mensais (79% dos brasileiros).

Assim, o consumo interno iria se expandir, levando à retomada do crescimento econômico;
O Salário Mínimo teve um aumento de 91,3% no seu poder de compra durante os governos Lula e Dilma, entre 2003-2016, passando de R$ 200 (2002) para R$ 880 (2016). Caso ele tivesse sido reajustado apenas pela inflação acumulada no período (de 130%), o valor atual do Salário Mínimo seria de apenas R$ 460. 
5) Fim das desonerações de impostos, usando os recursos arrecadados para se promover maiores investimentos em saúde, educação, saneamento básico, habitação e transporte coletivo, melhorando a qualidade de vida da população;

6) Manter o dólar cotado num patamar entre R$ 3,50/R$ 3,80, a fim de estimular a substituição de importações pela produção nacional, aumentando a produção interna e gerando empregos no Brasil.

7) Com a adoção desse conjunto de medidas, a economia brasileira retomaria o crescimento, gerando novos empregos, mais salários, maior consumo, criando-se um círculo virtuoso favorável ao crescimento econômico. E a arrecadação de impostos voltaria a aumentar, gerando a redução do déficit público (primário e nominal). 

E a crise terminaria.

Mas a se julgar pelo que já foi anunciado, o governo Temer irá fazer exatamente o contrário de tudo o que precisaria ser feito para que o Brasil superasse a crise.


Fora Temer!

Links:

Banco Mundial: Redução de pobreza crônica no Brasil:


FMI reconhece que políticas neoliberais aumentaram a desigualdade:


Salário Mínimo atingiu o maior poder de compra em 50 anos: